" Eu me levo embora. Eu me deixo, eu me jogo, eu me culpo, eu me mato. Eu morro. Eu me afasto, eu te afasto, eu me movo, eu corro, eu me firo, eu atiro. E mato. Eu não quero ser eu, eu não quero que tu saibas que sou eu, eu quero me perder, me salvar, me encontrar. Eu me dispo, eu me afogo, eu caio do céu, eu escrevo, eu sinto e por sentir eu me alcanço. Eu me relato, eu me descrevo, eu me descubro, eu me liberto. Eu choro. Choro muito. Eu padeço. Eu não sou eu. Sou um estranho dentro de mim. "
" Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos. E apesar de saber de tudo isso porque algumas dores duram tanto? "
" Esta é a minha perspectiva. Vejo à frente um tempo em que o homem deverá caminhar para alguma coisa mais valiosa e mais elevada que seu estômago, quando haverá maiores estímulos para levar os homens à ação do que o incentivo de hoje, que é o incentivo do estômago. Conservo minha crença da nobreza e na excelência da Humanidade. Acredito que a doçura e o despojamento espiritual vão superar a gula grosseira dos dias de hoje. E, no fim de tudo, minha fé está na classe trabalhadora. Como diz um francês: “A escada do tempo está sempre ecoando com um tamanco subindo e uma bota engraxada descendo”. "